Glória Kalil que me perdoe! Eu não estou de sarcasmo não!
Cometi a besteira de criticá-la sem conhecer sua obra, Alô Chics! Fui na livraria a pedido de uma senhora simpática (minha mãe!) pra comprá-lo, e quando perguntei pelo livro, acho que uns 4 consumidores me olharam de uma maneira estranha… “Pô, livrinho de etiqueta?”
Micos à parte, trouxe a encomenda literária para casa, e me prestei a abrí-lo para comprovar minha teoria, a de que essas regras de etiqueta são medíocres e criadas para ocupar o inútil tempo da burguesia elitista. Bem, o fato é que eu quebrei a cara! O que presenciei no livro foi uma série de regras de civilidade e bom viver. Pelas poucas páginas que mergulhei pude notar que Glória Kalil se mostra uma pessoa sensata e com um cérebro recheado de neurônios bem ativos. De fato, uma mulher inteligente e que fundamenta seus posicionamentos na sua escrita, baseando-se na regra geral de que somos seres sociáveis, e precisamos de regras para que continuemos a ser como tais. Em um dado momento, ela até critica o mau uso do sanitário de um sofisticado restaurante! E quem os usa? Pobres que não são…
Em minhas conversas informais, às vezes pontuo a importância do respeito na sociedade e a necessidade do mesmo para a harmonia mútua. Em outras palavras, tenho mais em comum com a autora mencionada que poderia imaginar. Claro, no livro devem conter “regras” de elegância e finesse (essa é a parte que ela se distancia de mim, rsrs), mas sejamos honestos: quase todo mundo quer ser notado, mesmo que às avessas ou de maneira sutil. Para os mais comuns, a extravagância; para os sutis, a elegância. Em essência, a intenção é a mesma.
“O primeiro passo de qualquer mudança é o reconhecimento”. E para o gran finale, deixo a frase: “não julgues para não seres julgado” (baseado na Bíblia).
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